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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

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O CARAPEBA BY BEACH
EM ESTÂNCIA NÃO PECÃO

domingo, 14 de novembro de 2010

Erradicar pobreza custaria mais

Leo Caldas/Folhapress
O pescador Carlos Jorge Wanderley e sua família em Porto das Pedras, em AL


Erradicar pobreza custaria mais
R$ 21 bi
Promessa de Dilma é viável, mas depende do mercado de trabalho e da ampliação do gasto anual com o Bolsa Família

No país, é considerado pobre quem vive com uma renda familiar per capita até R$ 140; cesta básica chega a R$ 254



FERNANDO CANZIAN
DE SÃO PAULO

A maior promessa de campanha da presidente eleita Dilma Rousseff (PT), de acabar com a miséria no Brasil em seu governo, é muito ambiciosa, mas factível, avaliam especialistas da área.
Isso depende de duas premissas: o mercado de trabalho continuar se expandindo na velocidade dos últimos anos (algo considerado muito difícil); e o novo governo ampliar o gasto com o Bolsa Família (onerando ainda mais o Orçamento).
O programa consome R$ 13,4 bilhões ao ano e atende 12,7 milhões de famílias. Isso equivale a 0,4% do PIB, o que é considerado pouco.
Mas a chave para Dilma cumprir sua promessa está no mercado de trabalho. Quanto menos dinâmico, mais o governo teria de colocar dinheiro focalizado nos pobres para atingir a meta.
Se o Brasil quisesse eliminar hoje seus pobres e indigentes, teria de localizar essas pessoas e gastar com elas mais R$ 21,3 bilhões ao ano -em cima dos R$ 13,4 bilhões do Bolsa Família, segundo cálculos do Centro de Políticas Sociais da FGV.
Para financiar isso, o custo médio rateado entre os brasileiros seria de R$ 9,33 ao mês.
São considerados pobres no Brasil (tendo por base os critérios do Bolsa Família) indivíduos ou famílias que têm renda per capita menor do que R$ 140 ao mês (R$ 4,60 ao dia). Para os indigentes, o corte é de R$ 70 (R$ 2,30).
Na hipótese de uma família de quatro pessoas com renda mensal de R$ 400 (R$ 100 por pessoa), o governo federal teria de destinar R$ 160 (R$ 40 por cabeça) a ela para que todos ultrapassassem a linha de pobreza.
Acréscimos como esse, a todos os pobres, custariam os R$ 21,3 bilhões ao ano, segundo números do economista Marcelo Neri, da FGV.
Hoje, cerca de 30 milhões de pessoas (15,5% da população) vivem com menos de R$ 140 ao mês. Há dez anos, eram 57 milhões (33,3%).

MERCADO
A queda quase à metade ocorreu, principalmente, pela substancial melhora do mercado de trabalho.
Mais de 70% da elevação da renda média vem do trabalho (R$ 0,70 para cada R$ 1 de aumento). Dos gastos da Previdência, são 24%. Do Bolsa Família, 5,3%.
No governo Lula foram criados quase 14 milhões de empregos formais. Já o salário mínimo subiu 53% acima da inflação (R$ 510 hoje).
O aumento do mínimo tem impacto direto limitado na erradicação da pobreza. Mas contribui para elevar consumo, produção e emprego.
Para Clemente Ganz Lúcio, do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), é até possível manter o ritmo de aumento do mínimo se a economia crescer cerca de 5% ao ano no governo Dilma.
O problema é o emprego, principal motor para a redução da pobreza.
"Entre 2007 e 2008, para cada 1 ponto percentual de aumento do PIB a ocupação também aumentava 1 ponto. Daqui para frente, essa correlação tende a ser de 1 para 0,5 ou 0,7", diz Lúcio. "Por conta do aumento da produtividade, teremos menos empregos gerados para cada ponto de crescimento do PIB."
Se isso ocorrer, a promessa de Dilma dependerá mais de recursos públicos a serem alocados no Bolsa Família.
O problema adicional é que até o Ministério do Desenvolvimento Social considera baixo o corte de R$ 140 para definir pobreza. Em novembro, como comparação, a cesta básica variou de R$ 172 (Aracaju) a R$ 254 (São Paulo), segundo o Dieese.


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domingo, 3 de outubro de 2010

Favorita Dilma vai ao 2º turno contra Serra no maior teste à popularidade de Lula

Uma estreante em eleições, que tinha ocupado apenas cargos de coadjuvante, com a pecha de ser excessivamente técnica. Um adversário que participa de votações desde os anos 80, considerado turrão, ex-governador de São Paulo e presidenciável em 2002. A alta popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, batendo nos 80%, tornou essa disputa mais equilibrada. E é disso que depende o resultado final.


brpresidentehorizontalPor mais que importe o apoio da terceira colocada, Marina Silva (PV), o que estará em jogo é a capacidade de transferência de votos lulistas para a segunda votação presidencial, em 31 de outubro. Nas pesquisas, Dilma aparece à frente de Serra. Mas nas últimas duas semanas de campanha, a petista caiu nas preferências por conta de escândalos na Casa Civil, que podem afetá-la no noticiário até o fim deste mês.

Serra, por sua vez, terá a chance de ajeitar sua campanha errática no primeiro turno, quando tentou até se associar a Lula no horário eleitoral obrigatório para não perder votos para a preferida do presidente. Depois de uma queda vertiginosa nas pesquisas em agosto, recuperou-se levemente em setembro, mas foi ofuscado pela ascensão da ex-ministra Marina, cujo apoio buscará com insistência.

O embate final entre Dilma e Serra não era desejado por Lula, que se esforçou para tirar o deputado Ciro Gomes (PSB) da disputa para resolver o confronto o quanto antes. Se o eleitorado não deu ao presidente o sabor de dar-lhe sua sucessora na primeira votação, poderá fazê-lo na segunda oportunidade com o reforço de vários governadores, senadores e deputados eleitos com a ajuda do petista.

Sinais de Dilma
Filiada ao PT há menos de uma década, a ex-pedetista Dilma não teve tanto trabalho como o rival Serra para domar os vários interesses de aliados. Mas com mais um mês de campanha, o apoio costuma ficar mais caro para os presidenciáveis, traduzindo-se mais tarde em cargos públicos de prestígio. Nada fácil para uma mulher que aprendeu apenas recentemente a transitar no mundo político.

Até agora, Dilma não precisou de sólidos compromissos de campanha. Bastou mostrar o legado da gestão atual e indicar que pretende seguir o modelo de coalizão adotado pelo petista em seu segundo mandato, sem espaço para extremismos, mas com bastante possibilidade de fisiologismo. Mas, ao contrário de Lula, já poderá fazer campanha dizendo ter maioria na Câmara dos Deputados e no Senado.

No primeiro turno, Dilma eleita mostrou que aprendeu mais uma lição de seu maior defensor: deixar pelo caminho aliados que se envolvam em práticas suspeitas. Na reta final, sofreu ataques dos adversários por conta de sua ex-braço direito na Casa Civil, Erenice Guerra, demitida do ministério depois que seu filho se envolveu com lobistas. O assunto deve voltar a turbinar o noticiário por conta do mês adicional de disputa.

Serra reconfigurado?
Quando perdeu as eleições que deram o primeiro mandato a Lula, após um tortuoso segundo governo de FHC, Serra também se esforçou para não parecer candidato do governo nem da oposição. Em ambas as disputas presidenciais, manteve a fama de centralizador e impetuoso, organizando a própria agenda sem consultar aliados. No segundo turno, a dúvida de seus aliados é se isso tudo se manterá.

Para desafiar a capacidade de Lula transferir sua popularidade para Dilma, o que fará Serra? Criticar o presidente que já exibiu em sua propaganda na TV e quem já disse estar “acima do bem e do mal”? Reforçar as críticas à adversária agora que terá tempo igual ao dela no horário eleitoral obrigatório? Aparecer com propostas que deixam de cabelo em pé os fãs da ortodoxia fiscal? Todas essas juntas? Só ele próprio sabe.

Além de abalar a base eleitoral da adversária, o tucano também terá o trabalho de reagrupar a oposição, que se dispersou nas últimas semanas de sua campanha. O PTB abandonou sua aliança. Membros do DEM se disseram desprestigiados pelo candidato. E até tucanos declararam apoio a Dilma, em desafio à legislação eleitoral. Ou fizeram corpo mole para levá-lo ao segundo turno, como em Minas Gerais.

O papel de Marina
A cúpula do PV pende para Serra. Mas sua estrela única evita dar pistas sobre se planeja seguir a provável orientação de seu partido, ficar ao lado de seu ex-ídolo Lula ou optar pelo distanciamento. Preocupada em se credenciar como líder oposicionista, dizem seus aliados, Marina não quer ser associada ao pragmatismo da candidatura de Dilma nem à claudicante campanha de Serra à Presidência.

O segundo turno, que ocorrerá em grande parte por causa dela, pode vê-la não decidir por nenhum dos dois finalistas. Ainda assim, saiu triunfante da disputa: quebrou o plebiscito entre PT e PSDB desejado por Lula e será procurada pelos adversários para compor o próximo governo ou, ao menos, criar pontes com ele. Por não depender do presidente, ajudará a demonstrar a capacidade que ele tem de influir seus eleitores.

O resultado, em 31 de outubro, mostrará se o lulismo é um fenômeno que pode sobreviver a Lula ou se morrerá antes mesmo de seu criador deixar o cargo.

Déda é reeleito com 52% dos votos válidos em SE

O governador de Sergipe, Marcelo Déda, PT, foi reeleito com 52,07% dos votos válidos, enquanto o seu adversário, o ex-governador João Alves Filho, DEM, obteve 461.577 votos, o que representa 45,21% dos votos válidos. Mesmo antes do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) concluir a apuração, os correligionários de Marcelo Déda, já faziam festa na avenida Barão de Maruim, uma das principais de Aracaju. O governador acompanhou a apuração de sua residência, ao lado da família.



Durante a votação, a polícia prendeu alguns eleitores, tanto na capital, como no interior do Estado. Agentes da Polícia Federal cumpriram dois mandados de busca e apreensão, sendo que uma delas foi na sede do Partido Social Cristão (PSC), na rua vereador Cláudio Silva, no bairro Grageru, na capital. De posse da ordem judicial decretada pela juíza auxiliar do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) Ana Lúcia dos Anjos, que determinava a apreensão de documentos relacionados a abastecimentos de veículos entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro, sete agentes federais, coordenados pela delegada Mônica Horta, cumpriram o primeiro mandado. Dois funcionários do partido prestaram esclarecimentos na Superintendência da PF na condição de testemunhas.


Em Aracaju, policiais militares prenderam Cristiano Santos Conceição, 21, acusado de praticar boca de urna, no bairro Coqueiral, zona norte da capital. No momento da prisão, ele reagiu e teria ameaçado um policial com uma faca. No município de Areia Branca, a vereadora Acácia Maria Nascimento Souza, PSB, e mais três pessoas, foram detidas pela Polícia Militar (PM), acusadas de fazer boca de urna. Elas foram encaminhadas pela a delegacia da cidade, interrogadas pela delegada Lauana Guedes Carvalho, que lavrou o termo circunstanciado e depois as liberou. Mas a mesma sorte não teve o motorista José Valdson de Rezende, que foi autuado em flagrante por transporte ilegal de passageiros, e foi encaminhado para o xadrez da delegacia de Itabaiana, a 56 quilômetros de Aracaju.




Em São Paulo, Tiririca vota sem peruca e roupa de palhaço


O candidato a deputado federal por São Paulo, Francisco Everardo Oliveira Silva, mais conhecido com o Tiririca (PR), votou neste domingo (3) em São Paulo, na região da Aclimação, por volta das 9h da manhã.

Sem usar os trajes característicos de seu personagem, a peruca e roupa de palhaço, o candidato tentou ser discreto, mas foi cercado por várias pessoas durante a votação.

O Ministério Público Federal apresentou denuncia sobre suposto analfabetismo de Tiririca em setembro. No entanto, de acordo com o juiz Aloísio Sérgio Rezende Silveira, não havia justa causa para a ação penal, uma vez que o TRE-SP, durante o processo de registro de candidatura, entendeu não haver qualquer causa de inelegibilidade do candidato, inclusive no que se refere à instrução mínima, ou seja, o não analfabetismo.

O promotor Maurício Antonio Ribeiro Lopes, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, queria fazer um teste de escrita e leitura com o candidato, que não foi autorizado. No entanto, a Procuradoria Eleitoral anunciou que está tomando as "medidas necessárias" para apurar os indícios de que Tiririca não sabe ler nem escrever.

A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE-SP) afirmou em setembro que iria solicitar o registro de candidatura ao TRE para examinar as informações prestadas pelo candidato sobre a sua escolaridade. "Se eleito e se for comprovada eventual irregularidade na documentação apresentada, há a possibilidade de recurso por inelegibilidade constitucional (analfabetismo, conforme artigo 14, parágrafo 4º da Constituição Federal), sem prejuízo da apuração de eventual crime de falso".

Marina vota e ganha apoio até de petistas do AC

Marina Silva, candidata do PV à presidência da República, votou nesta manhã na sede administrativa do Incra em Rio Branco, no Acre. Marina demorou cerca de dois minutos e meio para votar e disse que confia na sabedoria do turno e que vai ter segundo turno. Marina foi a pé do hotel ao local de votação - uma caminhada de aproximadamente 150 m. Alguns militantes do PT pararam Marina e declaram apoio à candidata.

A votação foi tranquila, sem tumulto, e, após deixar a sede do Incra, Marina se emocionou ao lembrar de sua biografia, das lutas no campo até ser eleita senadora.

Marina foi acompanhada de Dr. Julinho, que foi seu primeiro suplente quando senadora. A candidata vai para o aeroporto Plácido de Castro e segue para São Paulo, onde acompanha a apuração.


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João Alves vota e crê em êxito no primeiro turno em Sergipe

O candidato João Alves Filho (DEM) votou no Colégio Atheneu Sergipense, e mostrou otimismo quanto a uma possível vitória ainda no primeiro turno nas eleições para governador de Sergipe.

"Êxito no primeiro turno. Esse é os sentimento que temos", disse o candidato do DEM, exibindo extrema confiança quanto a sua vitória. "Estou atendendo a um chamado do povo e por isso tenho certeza que não haverá segundo turno em Sergipe, pois iremos ganhar esta eleição com uma ampla vantagem".

Para ele, as pesquisas foram manipuladas. "Passaram a vender as pesquisas", disse João. O candidato disse ainda que durante a sua trajetória política, essa foi a campanha mais acirrada e de maior perseguição política. "Fizemos uma campanha intensa em todo o Estado e hoje iremos colher os frutos deste trabalho realizado com tanta dedicação e voltado aos sergipanos".

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